SENADO: Parlamentares defendem punição a ACM e Arruda

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Data: 03/05/2001 00:00:00 [272 Palavras]
Autor: Gazeta Mercantil

BRASÍLIA, 3 de maio de 2001 - O senador Jefferson Pérez (PDT-AM), relator da cassação do ex-senador Luiz Estevão, deixou há pouco a sala do Conselho de Ética do Senado indignado com o desenrolar da acareação entre os envolvidos na violação do painel eletrônico de votação da Casa.
Ele aponta como a maior contradição as declarações do senador Antônio Carlos Magalhães (PFL-BA) que, em seu primeiro depoimento, disse ter admoestado a ex-diretora do Prodasen Regina Célia Borges, em função da fraude no sistema eletrônico. Já na acareação, segundo Pérez, ACM alega que não sabia quem tinha participado da violação do painel.
O que mais choca o parlamentar é o fato de que o senador baiano, além de apresentar duas versões, não tomou providência diante da fraude. "Isso é uma história da carochinha, eu estou indignado. Já estou convencido de que os dois são culpados", disse referindo-se a ACM e ao senador José Roberto Arruda (sem partido-DF). Para Pérez, a tendência é de que seu voto seja pela cassação dos mandatos dos parlamentares.
Para o senador Paulo Ahtung (PPS-ES), as justificativas dadas por Arruda e ACM sobre a violação do painel de votações não convencem. "Seguramente agrava a situação dos dois. Existem explícitas divergências e mentiras", disse quanto ao resultado da acareação.
O senador Pedro Piva (PSDB-SP) também concorda com a gravidade do episódio. Para ele, houve no mínimo leviandade por parte dos parlamentares envolvidos. Piva defende a punição de ACM e Arruda. "Não pode ser uma punição leve, porque o fato é grave e pede uma punição grave. A situação é delicada", afirmou.
(Kátia Guimarães, Rose Ane Silveira e Janaína Leite - Gazeta Mercantil)