| Rating |
| 0 |
 |
 |
| Total: |
0 |
Data: 04/07/2007 01:55:08
[486 Palavras]
Publicação: Gazeta Mercantil [até 30/05/2009] (Brasil)
Idioma: Português-Brasil
Autor: Gazeta Mercantil
São Paulo, 4 de Julho de 2007 - A gigante francesa Carrefour, segunda maior rede de supermercados do mundo, vendeu todos seus negócios de agribusiness no Brasil. O comprador foi a famÃlia Defforey, uma das fundadoras do grupo na França. Entusiasta do potencial agrÃcola brasileiro, a famÃlia Defforey - que hoje detém cerca de 1% do capital da multinacional - incentivou, há quase 20 anos, a compra da primeira fazenda do grupo em Mato Grosso.
O negócio contemplou três fazendas na região de Tangará da Serra (MT) - São Marcelo, Vale do Seputuba e Matovi -, voltadas para a produção de gado de corte e suinocultura, especialmente de carne orgânica, isto é, aquelas produzidas sem o uso de quaisquer produtos quÃmicos. Bem como outras 25 fazendas arrendadas na região.
Informações publicadas pela revista especializada DBO Rural, em novembro de 2006, afirmam que, somadas, as fazendas da empresa têm cerca de 100 mil cabeças de gado, das quais 35 mil são orgânicas. O abate, feito pelo Friboi, contempla 40 mil animais ao ano, sendo 15 mil orgânicos, publicou a revista. Se considerado o valor médio da cabeça de gado na região, de cerca de R$ 1.060,00, o valor da venda é estimado em R$ 106 milhões.
A compra contemplou também o Grupo Labrunier, que atua na produção de frutas e legumes, no Vale do São Francisco, na Bahia, e cujo valor de venda está estimado em R$ 6,5 milhões. Aberta em 1989, a Agropecuária Labrunier iniciou suas atividades numa área de 130 hectares às margens do Lago de Sobradinho. Hoje, conta com quatro unidades produtoras, além de uma unidade voltada para a pecuária. Em 2006, a empresa chegou a exportar 120 mil toneladas de uva. Neste ano, conquistou o mercado chinês, para o qual estima que seja exportado mais de 200 toneladas de carne por ano.
Segundo comunicado divulgado pelo Carrefour à imprensa, "a venda faz parte da estratégia do grupo no Brasil em focar seus investimentos em negócios no varejo e em serviços". Isso está alinhado com a estratégia internacional do grupo, voltada para desmobilização de ativos, tanto de lojas como terras, e investimento na expansão da empresa.
Essa mudança começou a ser sinalizada após a aquisição de 9,8% da empresa pelo fundo Colony Capital, juntamente com o bilionário francês Bernard Arnault, que controla a LVMH Moet Hennessy Louis Vuitton, maior fabricante de artigos de luxo do mundo, em março deste ano. O fundador do Colony Capital, Thomas Barrack, chegou a afirmar que esperava que a rede levantasse até € 30 bilhões (US$ 40 bilhões) com a venda de imóveis. Atualmente, 13% do capital da empresa ainda é de propriedade da famÃlia Halley, mas rumores do mercado afirmam que a principal acionista pode vender sua participação para o grupo liderado pelo Colony Capital.
O grupo francês alcançou no ano passado um lucro lÃquido de € 2,268 bilhões, 58% mais do que no ano anterior.
(Gazeta Mercantil/Caderno C - Pág. 8)(Regiane de Oliveira)